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sábado, 10 de junho de 2017

Fale Comigo

Fique calmo, meu amor
Eu voltarei para você
Por mais longe que você se sinta de mim
Você não está sozinho
Eu não consigo esquecer
Você é cada parte de mim
O espaço entre nós é só um sonho
Você nunca estará sozinho
Eu sempre vou estar à espera
E eu sempre vou olhar
Estamos separados por um fôlego, meu amor
E eu vou segurá-lo até estarmos juntos
Ouça-me chamar seu nome
Eu sinto você correndo por mim
Nessas paredes eu ainda ouço as batidas do seu coração
E nada neste mundo pode me deter
De acordar para você
Basta acreditar e falar
Fale comigo.....
                                     

sábado, 27 de maio de 2017

Mil anos...






O dia em que nos conhecemos
Congelado, segurei minha respiração
Desde o inicio
Sabia que encontrei um lar pro meu coração
Bate rápido, cores e promessas
Como ser corajoso?
Como posso amar quando estou com medo de cair?
Mas olhando você sozinho
Todas as minhas dúvidas, subitamente se foram de alguma maneira
Um passo mais perto
Eu morri todos os dias esperando por você
Querido, não tenha medo
Eu te amei por mil anos
Eu vou te amar por mais mil
O tempo para
Beleza em tudo o que ela é
Eu vou ser corajosa
Não deixarei nada levar pra longe
O que esta na minha frente
Cada respiração
Todas as horas vieram para isso
Um passo mais perto
Eu vou te amar por mais mil
E o tempo todo eu acreditei que eu iria encontrá-lo

Tempo trouxe seu coração para mim

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Filme de mim

Andar no ar
Parar de pensar
Voar por todos os cantos do céu
Olhar sem ver
Falar sem dizer
E ser somente agora
O universo gira em mim
E o tempo é ilusão
Dou de volta o que eu quis
Só pra ser feliz
Mudo regras e sinais
Viro contramão
O que fui eu não sou mais
Somos imaginação
O que vem se vai
Nada é permanente nem igual
E continua a mudar
Quero ir além
Ver o bem que está dentro do mal
E aprender a aceitar
Tudo o que vem, tudo o que vai
Tudo que foi e o que sou
Tudo que tem, o que não tem
O que a vida me negou
Eu ando zen
Eu ando ninguém
E deixo as dúvidas soltas no ar
Não sei dizer
E nem quero saber
Nem tento adivinhar
Um mergulho em outro mar
O fundo da questão
Troco tudo de lugar
Mudo de estação
Eu nasci pra inventar
Recriar do nada
Aprender a caminhar pela margem da estrada
Vejo tudo passar
Deixo tudo existir
Eu insisto em chegar e partir
Quero filmar outro filme de mim
Num roteiro sem fim!
O universo gira em mim
Eu nasci pra ser feliz
Dou de volta o que eu sempre quis
Um mergulho em outro mar
Troco tudo de lugar
Recriar do nada, nada, nada!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

33 MINUTO




Eu sou assim mesmo:

Eu choro muito e rio pouco

E pouco falo, mas muito ouço

Sou de apanhar e não dar o troco

Eu quase nem grito e já fico rouco

Só mais um pouquinho

E eu fico louco.

Eu sou assim mesmo:

Muita música e pouca dança

O peso mais leve de toda balança

Sou quem chora e nunca descansa

Sou quem, quando ri, logo se cansa

Não sou de sonhos nem tenho esperança

Não sou do agora, sou de lembranças

Não sou de otimismo, de perseverança

Eu fico calado, não dou confiança.

Eu não peço nada

Mas não sou de negar

Eu não tenho pressa

Ando devagar

Eu falo mansinho

Sei bem meu lugar

Eu ando famoso

E nem sei desfilar

Eu não obedeço

E não sou de mandar

Eu só dou as caras

Pra me apresentar.

Eu gosto de ler

Mas não de falar

Não sei escrever

Só sei rabiscar

Não peço perdão

E nem sei perdoar

Não dou meu perdão

Eu não vou perdoar!

Eu faço inimigos

Amigos não há...

Eu guardo as mágoas

Mas não vou me vingar

Eu bebo veneno

E não sei vomitar

Eu morro aos poucos

Mas não vão me enterrar.

Eu carrego o ódio

Mas também sei amar

Crescem minhas unhas

Mas não sou de arranhar

Não tomo emprestado

Pra não estragar

E o que eu empresto

Você pode quebrar

Eu como calado

Não sei reclamar

Não peça desculpas

Não vou desculpar

E não compre outro

Eu vou recusar

Só me entregue limpo

E sem macular

Só acordo tarde

Não sei madrugar

E verde não gosto

Tem que madurar

Se me vir calado

Não tente animar

Sou contraditório

Vou contrariar

Não conte piada

Ou posso chorar

Me fale de dramas

E vou gargalhar

Não mexa comigo

Não sou mungunzá

Dirija depressa

Nem ouse frear

Bem a sua frente a morte está

Avance o sinal

Pode atropelar

Acelere... acelere!

Pode acelerar...

quarta-feira, 2 de março de 2016

Ingênua


 
 
Te querer foi uma estupidez total
Um passo além do bem e do mal
Uma tempestade de dor, uma história de terror
Um sonho rosa que hoje é cinza,
Palavras sem valor....
Sei que fui ingênua e me senti
Pendurando com borboletas de plástico no céu
E hoje eu estou tentando voltar para o chão
Fui tola e dei a você meu ar
E hoje a vida é um deserto
Por te amar de coração aberto
Tentarei reconstruir minha paz
Queimar seus beijos, não olhar para trás
Te dei o meu oxigênio, minha voz
Fiz um mundo para dois
Você me fez acreditar em você, e depois você disse adeus

domingo, 31 de janeiro de 2016

Labirinto


 
Onde está?
Por onde anda?
Qual caminho tomou?
Qual estrada pegou?
Onde foi?
Que trilha seguiu?
Por qual ladeira subiu?
Qual curva preferiu fazer?
Não sei...
Só sei que é um labirinto...
E eu não consigo escrever...
Sem inspiração...
 


domingo, 13 de dezembro de 2015

Páginas em branco

 
Ter uma página em branco.
Escrever. Não escrever.
O que escrever.
Contar uma história.
Revelar um poema.
Ou ensaiar sobre a vida.
Biografia.
Autobiografia.
Ficção. Realidade.
Em tudo aquilo que escrevo, há uma réstia de mim.
Escrever ou não escrever?
Desnudar a alma em frases e alterar estados de espírito em cada pontuação.
São fragmentos que se escapam e não voltam,
Pairam entre cada letra e palavra, revivendo em cada mente que nos lê.
Escrever ou trancar tudo dentro de mim?
Entretanto, as horas escorregam umas a seguir às outras,
antecipando uma eternidade que jamais chegará.
E a página queda-se em branco.

 

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Simplesmente uma Borboleta